Criança desaparece no interior de MG; bombeiros, polícia e moradores fazem buscas
30/01/2026
(Foto: Reprodução) Criança autista de 4 anos desaparece em Jeceaba; buscas continuam. Alice Lisboa é não verbal.
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Uma criança de quatro anos desapareceu, na tarde desta quinta-feira (29), em Bituri, um distrito de Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais. O desaparecimento foi registrado por volta das 14h30, quando ela foi vista pela última vez no casa do sítio onde a avó mora.
Ao g1, o tio da menina, Luis Felipe Maciel Morais, explicou que no momento do desaparecimento, ela estava com a avó, o avô e o irmão mais novo, de 3 anos.
"A varanda é toda fechada. Em questão de uma distração de um minuto, ela abriu o portão e saiu. Em pouco tempo eles deram falta dela, foram lá fora mas não viram mais. Isso nunca tinha acontecido. quando ela sai, ela gosta de ir pra área da piscina e não tem o costume de sair assim. Estamos angustiados", explicou o tio.
Ainda de acordo com o tio, aproximadamente 100 pessoas da comunidade se mobilizaram nas buscas junto com a polícia e bombeiros. Varreduras em córregos próximos também foram feitas. Até a última atualização desta reportagem, não havia mais informações sobre o paradeiro da menina.
Segundo familiares, a criança, identificada como Alice Maciel Lacerda Lisboa, é autista não verbal, que é a pessoa que não utiliza a fala como principal forma de comunicação, ou fala muito pouco.
Estrutura das buscas
Segundo o Corpo de Bombeiros, as buscas pela menina começaram na quinta-feira (29).
1º DIA: foram realizadas buscas noturnas com cão de odor específico, que indicou uma área de mata próxima à casa da avó, considerada o último ponto em que a criança foi vista. A área foi demarcada e dividida entre equipes mistas.
Drones com câmeras térmicas também foram usados em sobrevoos e novas varreduras, sem sucesso até o momento. Equipes especializadas em buscas com cães e em áreas de mata atuam na ocorrência, com a família acompanhando os trabalhos no Posto de Comando.
2º DIA: a área de busca foi ampliada, com exploração de novos locais, uso de cães farejadores de odor específico e genérico, reavaliação das buscas já realizadas e realinhamento entre os órgãos envolvidos.
Complexidade da operação
Segundo os bombeiros, a diversidade do terreno — com encostas íngremes, áreas de pastagem e mata fechada — dificulta os trabalhos e a leitura térmica dos drones.
A chuva intermitente também atrapalha as buscas. Ao todo, 21 bombeiros estão empenhados na operação.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que abriu investigação e está realizando todas as diligências necessárias. Equipes estão no local das buscas neste momento.
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Criança autista de 3 anos desaparece em Jeceaba; buscas continuam.
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