Descargas atmosféricas: 225 mil foram registradas no Leste de MG; veja quais cuidados ter com raios
02/02/2026
(Foto: Reprodução) Momento em que raio é registrado
Demétrio Aguiar/Divulgação Cemig
Um levantamento da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) apontou que mais de 225 mil descargas atmosféricas foram registradas na região Leste de Minas Gerais em 2025. Alguns cuidados podem ser tomados pelos consumidores para evitar acidentes com raios.
O gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, destacou que a a orientação é desligar os aparelhos eletroeletrônicos da tomada antes da chuva.
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“Quando um raio cai próximo às residências ou sobre a rede elétrica, ele pode provocar fortes sobretensões que chegam até o interior dos imóveis. Se o equipamento estiver conectado, há risco de queima e até de choque elétrico. Por isso, o ideal é retirar tudo das tomadas antes do início da tempestade.”
José Firmo ainda afirmou que é recomendado não realizar atividades em locais abertos, lajes ou telhados.
“Quando começam os raios e ventos fortes, a orientação é interromper qualquer atividade externa e procurar imediatamente um local seguro. Construções de alvenaria são a melhor alternativa, pois reduzem de forma significativa o risco de acidentes com descargas atmosféricas. O importante é não permanecer em áreas abertas ou em locais que possam atrair raios.”
O levantamento da Cemig revelou que as descargas atmosféricas têm sido registradas em maior quantidade. Em Minas Gerais, o aumento foi de 21% entre os anos de 2024 e 2025. No Leste de Minas, o aumento foi de 69,88%.
Por conta desse cenário, 11.500 ocorrências relacionadas aos raios foram contabilizadas no Leste de Minas, sendo que 343 ocorreram em Governador Valadares.
Os números são captados com o auxílio de um centro meteorológico da Cemig, que acompanha em tempo real as condições climáticas.
Para evitar contratempos causados pelas descargas, a Cemig afirmou que investirá R$ 21,9 bilhões entre os anos de 2023 e 2027, como detalhou o superintendente de Planejamento e Engenharia da Cemig, Alisson Chagas.
“O clima mudou de patamar, e a operação da rede precisou acompanhar essa transformação. Estamos lidando com eventos mais intensos, mais frequentes e menos previsíveis. Por isso, a Cemig antecipou investimentos robustos para tornar o sistema elétrico mais resiliente, moderno e preparado para responder a essas ocorrências.”
Sobre a utilização do recurso, Alisson Chagas citou que estão sendo feitos investimentos na modernização da infraestrutura, automação da rede, ampliação da manutenção preventiva e uso intensivo de tecnologia para monitoramento e resposta rápida a eventos extremos.
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