Mulher agredida por vereador com garrafa de vidro em MG considera deixar cidade: ‘Minha vida acabou’

  • 14/04/2026
(Foto: Reprodução)
Vídeo mostra mulher ferida após agressão com garrafa em restaurante de MG Ainda traumatizada, a mulher agredida com uma garrafa de vidro pelo vereador Eduardo Cézar Lobato Fonseca (PL), em Leandro Ferreira, no Centro-Oeste de Minas Gerais, afirmou que considera mudar de cidade após o caso. Ela disse que vive com medo e se sente insegura. O parlamentar está preso. Leia mais abaixo. Saiba quem é o vereador preso que agredir mulher com garrafada em restaurante em MG A agressão ocorreu em um restaurante da cidade no dia 6 de abril, onde Eduarda almoçava com um grupo de amigos, e o vereador se encontrava em outra mesa. Segundo o boletim de ocorrência, o parlamentar perseguiu a vítima, fez ameaças e, após uma discussão, a atingiu na cabeça com uma garrafa de vidro. O estopim da desavença, segundo a vítima, foi ela se negar a se sentar na mesa com ele e recusar as investidas do parlamentar no dia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp “Minha vida acabou. Eu tenho muito medo”, desabafou Eduarda Brandão de 25 anos. Veja no vídeo acima como a mulher ficou após a agressão. A imagem foi borrada para preservar a identidade da vítima. Testemunhas relataram que, mesmo após o ataque, ele continuou a intimidá-la e disse: “você vai se ver comigo”. Eduarda ficou ferida e precisou de atendimento médico. A vítima afirma que apesar de estarem no mesmo local, ela e o agressor não estavam juntos. Por viverem em uma cidade pequena, se conheciam informalmente e segundo ela nunca tiveram nenhum tipo de relacionamento. Eduardo Cézar foi preso em flagrante com base na lei Maria da Penha e a Câmara Municipal de Leandro Ferreira decretou a licença temporária e sem remuneração do parlamentar enquanto ele estiver detido. A defesa do parlamentar informou que não vai comentar a entrevista de Eduarda ao g1. Medo constante Desde o ocorrido, a rotina de Eduarda mudou completamente. Ela, que mora na zona rural com a avó e o filho, evita sair de casa e relata impactos diretos na família. “Minha avó não está dormindo, meu filho que é especial está tendo crises de epilepsia. Eu tenho medo dele sair e me matar e fazer algo com minha família”, afirmou. A jovem também disse que o vereador afirmou que sairia impune durante a ocorrência. “Ele ficou o tempo inteiro falando que não ia dar nada para ele”, contou. Segundo Eduarda, o comportamento do parlamentar não foi isolado. Mesmo sendo casado, ele desenvolveu uma obsessão por ela, que afirma já havia sido alvo de atitudes insistentes do vereador anteriormente. O caso foi registrado pela Polícia Militar (PM) e pela Polícia Civil como lesão corporal qualificada, perseguição, ameaça por mais de uma vez, importunação sexual e injúria. “Ele já me perseguia há um tempo. Nunca tive nada com ele. Isso já aconteceu outras vezes”, relatou ela. Diante do medo, a vítima avalia deixar a cidade. “Eu vou ter que ir embora daqui. Está uma situação muito complicada. O medo tem me consumido”, disse. Defesa da vítima Em nota, os advogados de Eduarda, Cristiano Geraldo de Sousa Machado e Marcus Vinícius de Souza Sepúlveda Mangini, informaram que ela ainda tenta lidar com o trauma da agressão e recebe apoio jurídico para garantir a própria segurança. Os advogados afirmaram que o caso é tratado com prioridade e que acompanham cada etapa do processo. Segundo eles, o objetivo é garantir a proteção da vítima e a responsabilização do agressor. Afastamento do vereador A Câmara Municipal de Leandro Ferreira decretou a licença temporária e sem remuneração do vereador nesta quarta-feira (9). De acordo com o decreto legislativo, a decisão leva em conta que a prisão impede o exercício do mandato. O texto destaca ainda que a medida não é punitiva, respeita a presunção de inocência e garante ao vereador o direito à ampla defesa. O documento também determina a comunicação à Justiça Eleitoral, para possível convocação de um suplente, e à Vara Criminal responsável pelo caso, para atualização das informações sobre a prisão do vereador. Licença automática O decreto cita o regimento interno da Câmara, que prevê o afastamento automático de vereadores presos. A licença vale enquanto durar a impossibilidade de exercer o mandato. A Câmara informou ainda que vai adotar medidas administrativas para garantir a continuidade dos trabalhos legislativos. Vereador de Leandro Ferreira Eduardo Cezar Lobato Fonseca - 07-04-2026 Reprodução/Redes Sociais Próximos passos Com o afastamento, a Câmara pode convocar um suplente para ocupar a vaga de forma temporária. O caso segue em investigação, e o vereador pode responder por crimes ligados à agressão e às ameaças. O Ministério Público informou que acompanha o andamento do processo. Mulher foi agredida pelo vereador com uma garrafa de vidro Redes Sociais/Reprodução LEIA TAMBÉM: Veja o que se sabe sobre o caso do funcionário que matou o chefe Após 11 anos, ciclista atropelada por ônibus será indenizada Fraude contra a Caixa causa prejuízo de meio milhão Versões divergentes Testemunhas ouvidas pela polícia confirmaram a versão da vítima e relataram a agressão dentro do restaurante. Em depoimento, o vereador negou as acusações. Ele afirmou que não perseguiu nem ofendeu a mulher e disse que foi agredido por ela com unhadas, o que teria causado escoriações próximas ao olho. Segundo ele, a intenção foi apenas se defender. Ainda conforme o boletim de ocorrência, a versão não foi sustentada por provas colhidas no local. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2026/04/14/mulher-agredida-por-vereador-com-garrafa-de-vidro-em-mg-considera-deixar-cidade-minha-vida-acabou.ghtml


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