Preso que matou colega de cela após homofobia esquarteja comparsa de crime em MG
02/04/2026
(Foto: Reprodução) Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé
Silvan Alves/Reprodução
A Polícia Civil investiga um novo homicídio registrado na Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé. O autor do crime, que já havia sido indiciado por matar um detento em janeiro deste ano, após sofrer homofobia, confessou ter assassinado o colega de cela, Deylon Moura Santos, de 28 anos, nesta quinta-feira (2).
A vítima, conhecida como 'DL', era suspeita de ter auxiliado no assassinato de Douglas Cristóvão. O nome do autor não foi informado.
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Conforme o delegado responsável pelo caso, Tayrone Espíndola, a investigação vai apurar o que motivou o desentendimento entre os dois detentos. Até então, as informações colhidas indicavam que os dois mantinham uma boa convivência.
“O que a gente está averiguando agora são as circunstâncias e a própria motivação, considerando que a vítima desta vez era suspeita de ter sido coautora no crime anterior com ele”, afirmou.
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que a unidade prisional instaurou procedimento interno para apurar administrativamente as circunstâncias da ocorrência. A pasta também destacou que Deylon tinha passagens pelo sistema prisional desde 2015 e havia sido admitido na Penitenciária de Muriaé em agosto de 2025. O crime, no entanto, não foi informado.
Resquícios de crueldade
Ainda segundo o delegado, o crime desta quinta-feira apresentou o mesmo padrão de atuação do homicídio de janeiro, mas com maior gravidade nas agressões. O corpo de Deylon foi encontrado com diversas mutilações.
“Trata-se do mesmo autor de um homicídio praticado pouco mais de um mês atrás, com o mesmo modo operante. Desta vez, ele utilizou um instrumento de corte artesanal improvisado na cela”, explicou o delegado Tayrone Espíndola.
A perícia acredita que a causa da morte tenha sido asfixia. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames que vão apontar se o esquartejamento ocorreu antes ou depois do óbito.
Relembre o crime anterior
Corda utilizada no crime, segundo a Polícia Civil
Polícia Civil/Divulgação
Em janeiro, o envolvido foi indiciado por matar Douglas Cristóvão na mesma unidade. Na ocasião, ele alegou que cometeu o crime, registrado no dia 12 de janeiro, após sofrer hostilizações relacionadas à orientação sexual, além de ameaças de integrantes do Comando Vermelho.
A apuração demonstrou que o detento foi agredido, asfixiado com uma corda e esquartejado no interior da cela com uma lâmina de barbear, enquanto os demais presos estavam no pátio, no momento do 'banho de sol'.
Com este novo registro, o envolvido será novamente indiciado, e a investigação sobre a participação de Deylon no primeiro caso encerrada devido ao falecimento.
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